Escrito por Gil Almeida
Para
começar, ser consciente de algo significa que se é capaz de entender e
interpretar situações, acontecimentos com o discernimento necessário para não
apenas fazer julgamentos morais, mas reflexões mais amparadas por processos racionais.
Por sua vez, ter consciência social
direciona para a questão dos grupamentos, das identidades e identificações.
Significa valorização dos direitos humanos de uma forma que permita uma
convivência harmónica entre os indivíduos por mais diferentes que sejam. Nesse
sentido, essa harmoniosa convivência proporciona um progresso social, pois as
pessoas pensam mais no outro, nas questões que envolvem comunidades, grupos que
não somente as questões individuais.
Sendo
assim, a consciência social é uma habilidade socioemocional que nos coloca no
mundo em relação com os diferentes outros existentes. E isso é imprescindível
porque não estamos sozinhos, vivemos em sociedade, numa sociedade desigual,
injusta e precisamos estar conscientes do que acontece ao nosso redor. Não
podemos estar alienados de tudo, dos sofrimentos, das faltas que tantos outros
vivenciam.
Todavia,
para que a gente consiga ter essa percepção do nosso meio, de nós, da nossa
possibilidade de colaboração é muito importante que tenhamos ideia da nossa
posição no espaço social.
Para que possamos desenvolver ou aprimorar a nossa
consciência social é fundamental:
·
Ser empático => isso significa
olhar o outro a partir do outro e não do que a gente entende ou espera do
outro. Não é fácil, mas exercitando, podemos superar o desejo de que todos
queiram, pensem e façam o que a gente acha certo. Entender que todos são
realmente diferentes e têm necessidades e pontos de vista diferentes. Desde que
não haja desrespeito pelos direitos humanos, todos devem ter o direito de serem
diferentes;
·
Observar nosso tratamento social =>
isto é, usar mais a cordialidade com todos. Isso não significa que precisamos
ficar rindo o tempo inteiro para todos, que não devemos dizer o que pensamos,
mas que usemos de formas educadas para comunicar o que precisamos. Isso já nos
leva para a ideia da comunicação não
violenta. Afastar de si os comportamentos sexistas, homofóbicos, transfóbicos,
racistas, dentre outros;
·
Consciência de conflitos
=> o autoconhecimento leva a autorregulação que, por sua vez, significa
controle das nossas ações para o bem das relações com o outro e conosco. Dessa
maneira, o nosso foco precisa estar na resolução dos problemas por meio do diálogo
e não no fortalecimento dos desentendimentos. Para isso, o pensamento do outro
precisa ser escutado e levado em consideração. Em resumo: usemos o conflito
para a evolução e o crescimento e não para o seu oposto;
·
Comprometimento social
=> é interessante termos causas em nossa vida. Não importa seu interesse,
não precisa ser algo em que você esteja necessariamente inserido(a), a exemplo,
ter que ser negro para defender as causas dos povos negros, ser mulher para ser
feminista. Não entendo dessa maneira. Penso que somos humanos com causas
humanas e para que possamos mudar os problemas sociais que temos, precisamos
nos engajar nas causas.
Para ampliar nossa compreensão do mundo, podemos:
·
Experimentar outras vivências que nos façam
entender que o mundo é maior que as vivências do nosso grupo familiar e social;
·
Nos engajar em grupos que estejam ligados a
questões sociais específicas;
·
Aproveitar para conversar com pessoas que
pensam diferente da gente;
·
Sair da zona de conforto – olhar outras
realidades diferentes da nossa em todos os sentidos;
·
Vivenciar outras experiências se tiver
oportunidade – viajar, conhecer outras culinárias, expor-se a outros sistemas
de crenças, perceber novos estilos de vida, expandir as possibilidades de
interação social.
Com
isso, é possível que a gente tenha um novo olhar sobre as questões que sempre
estiveram ao nosso redor e nunca observamos ou não pudemos dar a devida importância.
Viver bem também pode significar participar!
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