quinta-feira, 27 de agosto de 2020

CURSO GRATUITO - Profa. Ms. Gil Almeida

EDUCAÇÃO SOCIOEMOCIONAL em tempos de pandemia!

APRESENTAÇÃO DO CURSO

Este curso traz discussões sobre tudo que estamos vivendo na atualidade e como isso tem afetado nossa vida cotidiana no que tange à rotina, mas também relativo às nossas emoções e aos nossos sentimentos. O curso é composto por duas aulas lives via Youtube.


ROTEIRO DAS AULAS

Terça-feira => dia 15 de setembro de 2020, às 18h.

1º ENCONTROMINHA ROTINA NÃO PODE SER MAIS A MESMA. E AGORA?

Ø  Assista a aula AQUI.

 Quinta-feira => dia 17 de setembro de 2020, às 18h.

2º ENCONTRO – AUTOCONHECIMENTO É O PONTO DE PARTIDA PARA A AUTORREGULAÇÃO E O AUTOCUIDADO!

Ø Assista a aula AQUI. 


Por que você deve fazer este curso?

Neste momento de intensas dificuldades de readaptação às novas formas de agir que nos foram impostas pela pandemia do coronavírus, refletir sobre as emoções, os sentimentos e o cuidado de si é fundamental para garantir nossa saúde emocional. Todavia, essa aprendizagem socioemocional não esteve presente na formação da maioria de nós. Ainda não se falava disso nem nas famílias, nem nos espaços escolares. Visando oferecer suporte a professores que estão vivendo muitas dificuldades neste momento, seja com sua vida pessoal, seja profissional, criamos este curso inteiramente gratuito. Então, se você é uma dessas pessoas, não perca tempo. Invista em você, na sua saúde emocional e junte-se a nós nessa empreitada.

Não perca! 

quinta-feira, 20 de agosto de 2020

HABILIDADES SOCIOEMOCIONAIS: consciência social

 Escrito por Gil Almeida

Para começar, ser consciente de algo significa que se é capaz de entender e interpretar situações, acontecimentos com o discernimento necessário para não apenas fazer julgamentos morais, mas reflexões mais amparadas por processos racionais. Por sua vez, ter consciência social direciona para a questão dos grupamentos, das identidades e identificações. Significa valorização dos direitos humanos de uma forma que permita uma convivência harmónica entre os indivíduos por mais diferentes que sejam. Nesse sentido, essa harmoniosa convivência proporciona um progresso social, pois as pessoas pensam mais no outro, nas questões que envolvem comunidades, grupos que não somente as questões individuais.

Sendo assim, a consciência social é uma habilidade socioemocional que nos coloca no mundo em relação com os diferentes outros existentes. E isso é imprescindível porque não estamos sozinhos, vivemos em sociedade, numa sociedade desigual, injusta e precisamos estar conscientes do que acontece ao nosso redor. Não podemos estar alienados de tudo, dos sofrimentos, das faltas que tantos outros vivenciam.

Todavia, para que a gente consiga ter essa percepção do nosso meio, de nós, da nossa possibilidade de colaboração é muito importante que tenhamos ideia da nossa posição no espaço social.

Para que possamos desenvolver ou aprimorar a nossa consciência social é fundamental:

·         Ser empático => isso significa olhar o outro a partir do outro e não do que a gente entende ou espera do outro. Não é fácil, mas exercitando, podemos superar o desejo de que todos queiram, pensem e façam o que a gente acha certo. Entender que todos são realmente diferentes e têm necessidades e pontos de vista diferentes. Desde que não haja desrespeito pelos direitos humanos, todos devem ter o direito de serem diferentes;

·         Observar nosso tratamento social => isto é, usar mais a cordialidade com todos. Isso não significa que precisamos ficar rindo o tempo inteiro para todos, que não devemos dizer o que pensamos, mas que usemos de formas educadas para comunicar o que precisamos. Isso já nos leva para a ideia da comunicação não violenta. Afastar de si os comportamentos sexistas, homofóbicos, transfóbicos, racistas, dentre outros;

·         Consciência de conflitos => o autoconhecimento leva a autorregulação que, por sua vez, significa controle das nossas ações para o bem das relações com o outro e conosco. Dessa maneira, o nosso foco precisa estar na resolução dos problemas por meio do diálogo e não no fortalecimento dos desentendimentos. Para isso, o pensamento do outro precisa ser escutado e levado em consideração. Em resumo: usemos o conflito para a evolução e o crescimento e não para o seu oposto;

·         Comprometimento social => é interessante termos causas em nossa vida. Não importa seu interesse, não precisa ser algo em que você esteja necessariamente inserido(a), a exemplo, ter que ser negro para defender as causas dos povos negros, ser mulher para ser feminista. Não entendo dessa maneira. Penso que somos humanos com causas humanas e para que possamos mudar os problemas sociais que temos, precisamos nos engajar nas causas.

Para ampliar nossa compreensão do mundo, podemos:

·         Experimentar outras vivências que nos façam entender que o mundo é maior que as vivências do nosso grupo familiar e social;

·         Nos engajar em grupos que estejam ligados a questões sociais específicas;

·         Aproveitar para conversar com pessoas que pensam diferente da gente;

·         Sair da zona de conforto – olhar outras realidades diferentes da nossa em todos os sentidos;

·         Vivenciar outras experiências se tiver oportunidade – viajar, conhecer outras culinárias, expor-se a outros sistemas de crenças, perceber novos estilos de vida, expandir as possibilidades de interação social.

Com isso, é possível que a gente tenha um novo olhar sobre as questões que sempre estiveram ao nosso redor e nunca observamos ou não pudemos dar a devida importância. Viver bem também pode significar participar!

Se você tem interesse em saber mais sobre este tema, visite nosso canal no Youtube!

https://www.youtube.com/watch?v=gSB9BqVPIgI

terça-feira, 11 de agosto de 2020

COORDENAÇÃO PEDAGÓGICA EM TEMPOS DE PANDEMIA

 

Escrito pela Profa. Ms.  Gil Almeida

 

O professor, sem dúvida nenhuma, é o grande protagonista no que diz respeito ao ensino e à aprendizagem escolar. É ele que tem a missão de aproximar o conhecimento dos estudantes, atuando ativamente para que, a cada dia, novos cidadãos sejam formados. Todavia, em todo palco existe o backstage. Dentro da engrenagem escolar, os bastidores ficam por conta dos coordenadores pedagógicos.

A coordenação pedagógica é uma função que vem se transformando dentro do espaço educacional. Já foi uma espécie de fiscalizador de alunos e professores, mas, atualmente, com as novas demandas, esse profissional tem assumido diferentes responsabilidades. A Lei de Diretrizes e Bases da Educação de 1996 – LDB – traz uma nova atribuição especial à coordenação: a formação. Desse modo, o processo formativo continuado passa a ser central no cotidiano das coordenações pedagógicas. Além disso, quem coordena tem a missão de articular o Projeto Político Pedagógico – PPP – e mediar a relação entre docentes, alunos, famílias e gestão.

Você ainda pode entrar em nosso grupo de WhatApp seleto AQUI e ficar por dentro de tudo que acontece toda semana. São várias lives e vídeos sobre educação em diferentes áreas.

Novos desafios surgem diariamente, o coordenador sabe disso. Contudo, nada se compara às bruscas mudanças que todos têm vivido durante a pandemia causada pelo coronavírus. Sem aviso prévio, tudo precisou ser repensado, reformulado, rearticulado. E, aos poucos, novas normalidades foram sendo vislumbradas. Mas, até que fosse possível a articulação de um caminho novo a seguir, foram necessários muitos estudos, muitos sofrimentos, muitas experiências, muitos aprendizados.

Alguns aspectos devem ser observados na função de coordenação antes, durante e depois da pandemia:

Ø  O foco na comunicação => é fundamental que a escola mantenha uma linha de ação coesa e, para isso, o uso de diferentes estratégias comunicativas é imprescindível. A comunidade escolar toda precisa ter ciência das decisões. Um bom canal para isso é o uso de grupo fechado em mídias como o WhatsApp ou Telegram para pais e alunos e aberto para os professores. A Lista de Transmissão no WhatsApp ajuda com os avisos que devem ser entregues individualmente para os professores. Outro caminho são as reuniões frequentes e os planejamentos (que podem ser feitos, facilmente, por meio de videochamadas);

Ø  Equilíbrio socioemocional => é algo que a coordenação pedagógica precisa em abundância. Essa função, por lidar com o processo de engajamento e formação, tem contato com uma diversidade de pensamentos e de capacidades adaptativas. Nesse sentido, é fundamental manter a serenidade para: acolher as dificuldades apresentadas pelos colaboradores, sanar as dúvidas manifestadas pelos pais e alunos e garanta que o foco continue na aprendizagem das crianças e adolescentes;

Ø  Supervisionar e dar feedback => ainda é importantíssimo que o coordenador observe o trabalho dos docentes. Não é suficiente organizar e realizar formações se não há uma verificação do aprendizado dos professores. E o aproveitamento do que aprendem deve estar na qualidade das aulas que culminará para uma melhor aprendizagem dos discentes. Para isso, é interessante a construção de um guia de referências com questões, por exemplo. Assim, pode-se ir anotando os avanços e os aspectos que ainda precisam ser melhorados. E é fundamental que os docentes tenham esse feedback. Assim, podem acompanhar o seu progresso;

Ø  Produção de material de referência => é muito importante para orientar e servir de apoio nas ações dos professores. Uma ideia que pode ser utilizada é a feitura de Ebooks informativos, materiais em PDF, tutoriais: tudo que pode ser guardado para consultas posteriores;

Ø  Por fim, não menos importante, estudar => a cada nova demanda, as coordenações precisam criar estratégias novas. Os coordenadores oscilam de técnicos em informática a assistentes socioemocionais em período curto de tempo. Então, é fundamental saiba “aprender a aprender” e mantenha sua própria formação em dia.

Esses são apenas alguns dos aspectos importantes vivenciados cotidianamente pela coordenação pedagógica. Vários outros são também fundamentais e precisam ser postos, assim esses profissionais garantem seu espaço, não mais de fiscalizador, mas como peça indispensável na engrenagem do processo de ensino e aprendizagem escolar.

Se você tiver interesse em saber mais, responda o formulário AQUI e peça o seu EBOOK gratuito.



Foram apontadas algumas mídias que podem ser usadas como meios de comunicação e formação. A internet por meio das redes sociais tem sido uma forte aliada da aproximação com as famílias, com os alunos e com os professores. É possível que de todas as dificuldades vivenciadas nessa pandemia, isso seja um ganho muito grande para o fortalecimento das relações dentro do espaço escolar. Os encontros on-line trazem um grande público que não teria tempo para se deslocar até a escola. Faz com que haja dinamicidade nos processos. Os professores, por exemplo, podem ter mais de uma reunião em horários próximos sem perdas. Tudo isso deve ser visto positivamente. Estão sendo aproveitados recursos antes não utilizados com frequência.

O nosso canal no Youtube também pode ser uma ótima ideia para você se inteirar das novidades. Toda quinta-feira, às 18horas, tem vídeo novo ou live. Clique AQUI e se inscreva. Não deixe de acionar o sininho para ser notificado(a) de tudo.

Para tanto, novas descobertas, novos caminhos estão sendo traçados diariamente. E isso por si só já é uma grande formação para todos os profissionais que souberem aproveitar as intempéries para crescer e modificar suas ações de modo a aperfeiçoá-las e otimizá-las, atingindo o máximo desenvolvimento possível.

terça-feira, 4 de agosto de 2020

HABILIDADES SOCIOEMOCIONAIS: autorregulação

Escrito por Gil Almeida

Nós já tratamos do autoconhecimento e agora vamos entender mais sobre a autorregulação. Essa habilidade socioemocional é mais uma do conjunto de habilidades ou competências se a gente pensar no que traz a Base Nacional Comum Curricular (BNCC). Mas, como eu não pretendo direcionar especificamente para a educação escolar, estou chamando de Habilidades como faz o CASEL (Collaborative for Academic, Social, and Emotional Learning) que é uma organização internacional sediada em Chigago, EUA que vem estudando e aplicando as habilidades socioemocionais há mais de 20 anos, da pré-escola ao Ensino Médio. 

Como a gente já viu, no texto anterior, são habilidades(competências) socioemocionais:

·         Autoconhecimento (já discutido);

·         Autorregulação;

·         Consciência social;

·         Habilidades de relacionamento e

·         Tomada de decisão responsável.

Só para reforçar, essas aprendizagens das habilidades socioemocionais ajudam aos indivíduos a serem mais assertivos em suas atitudes, mais comedidos em suas ações e reações, mais propensos a definir metas e cumpri-las, a ter empatia por outras pessoas, a estabelecer e manter boas relações pessoais e profissionais e a ter decisões responsáveis.

No Brasil, a gente vem estudando e falando mais da educação socioemocional há pouco tempo, talvez três ou quatro anos. Devemos isso ao fato da BNCC, documento que organiza o ensino de toda a Educação Básica, ter colocado como competências obrigatórias a serem trabalhadas juntamente com os conteúdos cognitivos no conjunto das dez competências gerais. Todavia, pairam ainda muitas questões sobre o que significa educação socioemocional, para que serve isso e como fazer. 

Apresentadas as habilidades socioemocionais, vamos agora entender mais sobre a autorregulação, especificamente. Talvez, já esteja claro, mas se não estiver, deve ficar agora. Para se autorregular, é preciso se autoconhecer. Apenas tendo ideia do quem somos, como pensamos e agimos é que a gente vai realmente conseguir se autorregular. Então, são passos que podemos seguir. 

A autorregulação está também ligada ao “Aprender a ser” um dos quatro pilares da educação tratados no relatório para a Unesco da Comissão Internacional sobre Educação para o século XXI. Isso significa entender a educação como um projeto de vida a ser planejado e executado por cada um. E para que isso ocorra, é preciso que os indivíduos desenvolvam alguns caminhos para gerir bem suas emoções e ações, consequentemente. 

Conceitualmente falando autorregulação é a capacidade de monitorar e controlar, se preciso for, nossos pensamentos, emoções, sentimentos e comportamentos, alterando de acordo com as demandas de cada situação apresentada. Isso inclui inibir reações automatizadas em nós, resistir aos estímulos desagradáveis do meio e perseverar nas tarefas importantes da nossa vida, mesmo quando com elas não há uma relação de prazer. 

Mas, por que devo me autorregular?

Agir de forma consciente direciona o indivíduo para suas metas e faz com que tempo não seja desperdiçado com impulsos indesejados. Praticar a autorregulação facilita a nossa movimentação no mundo do trabalho, dos estudos, das relações e nos ajuda a resolver conflitos, solucionar problemas e viver com mais autonomia. Deixamos de ser guiados pelas emoções e temos mais controle sobre tudo que fazemos. 

Isso quer dizer que você nunca mais vai se estressar, perder o controle ou agir de maneira indesejada? Infelizmente não. Mas, poderá identificar rapidamente e tentar agir de outra forma ou consertar alguma situação negativa que tenha causado. 

Então, para fechar essa nossa conversa de hoje, cada um precisa conhecer bem suas emoções, seus sentimentos, seus comportamentos e suas ações para:

Gerir bem suas emoções e sentimentos;

Autocontrolar-se;

Agir com assertividade;

Manter suas ações para a finalidade desejada;

Se, ao final, você perceber que precisa de algum acompanhamento psicológico ou psiquiátrico, faça urgente! Precisamos ser felizes.





MONOGRAFIA PASSO A PASSO COM O MONOGRAFIS

  Há algum tempo, postei em meu canal no Youtube, VAMOS APRENDER!, vídeos sobre a Plataforma de Inteligência Artificial Monografis . Essa p...