Escrito por Gil Almeida
Nós já tratamos do autoconhecimento e agora vamos entender mais sobre a autorregulação. Essa habilidade socioemocional é mais uma do conjunto de habilidades ou competências se a gente pensar no que traz a Base Nacional Comum Curricular (BNCC). Mas, como eu não pretendo direcionar especificamente para a educação escolar, estou chamando de Habilidades como faz o CASEL (Collaborative for Academic, Social, and Emotional Learning) que é uma organização internacional sediada em Chigago, EUA que vem estudando e aplicando as habilidades socioemocionais há mais de 20 anos, da pré-escola ao Ensino Médio.
Como
a gente já viu, no texto anterior, são habilidades(competências)
socioemocionais:
·
Autoconhecimento (já discutido);
·
Autorregulação;
·
Consciência social;
·
Habilidades de relacionamento e
·
Tomada de decisão responsável.
Só para reforçar, essas aprendizagens das habilidades socioemocionais ajudam aos indivíduos a serem mais assertivos em suas atitudes, mais comedidos em suas ações e reações, mais propensos a definir metas e cumpri-las, a ter empatia por outras pessoas, a estabelecer e manter boas relações pessoais e profissionais e a ter decisões responsáveis.
No Brasil, a gente vem estudando e falando mais da educação socioemocional há pouco tempo, talvez três ou quatro anos. Devemos isso ao fato da BNCC, documento que organiza o ensino de toda a Educação Básica, ter colocado como competências obrigatórias a serem trabalhadas juntamente com os conteúdos cognitivos no conjunto das dez competências gerais. Todavia, pairam ainda muitas questões sobre o que significa educação socioemocional, para que serve isso e como fazer.
Apresentadas as habilidades socioemocionais, vamos agora entender mais sobre a autorregulação, especificamente. Talvez, já esteja claro, mas se não estiver, deve ficar agora. Para se autorregular, é preciso se autoconhecer. Apenas tendo ideia do quem somos, como pensamos e agimos é que a gente vai realmente conseguir se autorregular. Então, são passos que podemos seguir.
A autorregulação está também ligada ao “Aprender a ser” um dos quatro pilares da educação tratados no relatório para a Unesco da Comissão Internacional sobre Educação para o século XXI. Isso significa entender a educação como um projeto de vida a ser planejado e executado por cada um. E para que isso ocorra, é preciso que os indivíduos desenvolvam alguns caminhos para gerir bem suas emoções e ações, consequentemente.
Conceitualmente falando autorregulação é a capacidade de monitorar e controlar, se preciso for, nossos pensamentos, emoções, sentimentos e comportamentos, alterando de acordo com as demandas de cada situação apresentada. Isso inclui inibir reações automatizadas em nós, resistir aos estímulos desagradáveis do meio e perseverar nas tarefas importantes da nossa vida, mesmo quando com elas não há uma relação de prazer.
Mas, por que devo me autorregular?
Agir de forma consciente direciona o
indivíduo para suas metas e faz com que tempo não seja desperdiçado com
impulsos indesejados. Praticar a autorregulação facilita a nossa movimentação
no mundo do trabalho, dos estudos, das relações e nos ajuda a resolver
conflitos, solucionar problemas e viver com mais autonomia. Deixamos de ser
guiados pelas emoções e temos mais controle sobre tudo que fazemos.
Isso quer dizer que você nunca mais vai se
estressar, perder o controle ou agir de maneira indesejada? Infelizmente não. Mas,
poderá identificar rapidamente e tentar agir de outra forma ou consertar alguma
situação negativa que tenha causado.
Então,
para fechar essa nossa conversa de hoje, cada um precisa conhecer bem suas emoções, seus sentimentos, seus comportamentos
e suas ações para:
Gerir bem suas emoções e sentimentos;
Autocontrolar-se;
Agir com assertividade;
Manter suas ações para a finalidade desejada;
Se, ao final, você perceber que precisa de algum acompanhamento psicológico ou psiquiátrico, faça urgente! Precisamos ser felizes.
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